2011/05/17

Luta pela sobrevivência

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Vou ser breve, que estou a registar esta entrada no blogue e a pensar em como a vida tem momentos em que nos põe a pensar no grande mistério que ela própria encerra...


Há dias deixei aqui a certidão de registo de nascimento duma ninhada de gatos. Filhos da "Riscas". Nasceram quatro. Já só estão vivos dois.


1 - A "Riscas" decidiu, numa noite, que era altura de mudar de casa com os seus filhotes. Instalou-se, subrepticiamente, num recanto do jardim, no meio duns cactos, à sombra. Era num daqueles dias de muito Sol e algum calor; 
(sem sabermos bem porquê, dois dias depois, mudou de sítio, foi para o fundo do jardim, noutro recanto escondido);


2 - No dia seguinte voltou a fazê-lo, instalou-se num canteiro, tentando dissimular-se no meio duns arbustos, atrás dos restos duma pá, que estava por ali a resguardar a saída de água;


3 - Começou a chover e ela voltou a mudar de sítio. Foi para uma arrecadação onde temos as botijas de gás. Colocou os seus filhotes num cantinho, por trás duma dessas botijas. Ficaram abrigados da chuva e estariam resguardados, pensávamos nós. A "Riscas" continuava muito independente e fazia tudo para nos despistar. Continua muito fugidia.


4 - Qual não foi o nosso espanto, quando, hoje, ao sairmos da cozinha para irmos ao exterior, nas traseiras da casa, deparámos com dois gatinhos, em cima do tapete da entrada. A "Riscas" também lá estava. Quando abrimos a porta, ela afastou-se, mas ficou por ali a observar.
Tinha acabado de cair um aguaceiro tremendo, nesta zona, com relâmpagos, trovoada, chuva e vento intensos.


Acabámos por arranjar uma cama de emergência para os gatitos sobreviventes da ninhada. É que andávamos a tentar conciliar a independência da gata com o nosso interesse em colaborar com a Natureza.


Ficámos comovidos com o facto de a gata, apesar de todo o seu feitio estranho, ter discernido que estaria em segurança se nos pedisse ajuda.


Assim estamos a fazer. A ver vamos o que nos reserva o dia de amanhã...


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Entretanto, também estamos preocupadíssimos com a nossa neta Mafalda. Apareceu a queixar-se de uns inchaços nos pés, já foi ao médico de serviço no Centro de Saúde da nossa zona, também já foi vista por uma médica da família. Temos estado em contacto com a nossa filha, ela também sem saber bem o que fazer. Os médicos parece que não conseguem decidir da origem daquele inchaço.
Antibiótico para começar?!...
É que, entretanto, parece que, recentemente, houve um outro caso muito semelhante (que durou 8 dias, mas já está quase boa) com uma pessoa das relações muito directas da Mafalda.


Estamos preocupados...
Mas temos esperança que amanhã seja um dia mais ameno e animoso!...
@as-nunes
Posted by Picasa

17 comentários:

elvira carvalho disse...

Se houve um caso parecido que já está quase bom é um motivo de esperança que não seja nada grave mas embora acreditando nisso fazem bem em continuar alerta e em procurar ajuda médica.
Amanhã passo para saber da Mafalda.
Bonitos os gatinhos. Penso que de todos os animais domésticos, os gatos são aqueles que menos se domesticaram e talvez por isso a mãe gata é tão independente.
Um abraço e rápidas melhoras para a netinha.

relogio.de.corda disse...

Que bela história essa que nos conta da sua gata. Eu tenho duas gatas e ambas com filhotes. Uma delas vai roubar um dos gatinhos da outra e leva-o para a sua casota. E esta hein?! Quanto à sua neta,veja se não é nenhum problema ortopédico. As melhoras.

Luís Coelho disse...

Bom dia
Desejo sinceramente as melhoras da Mafalda. Por vezes nesta fase de crescimento aparecem coisas estranhas que também desaparecem.

A minha gata fez pior. Começou por abandonar os filhos. Aparecia sempre na hora de lhe dar comida mas agora nem isso.
Os filhotes levou-os nem sei para onde pois não os ouço miar por aqui.

MLisboa disse...

Rápidas melhoras da Mafalda. Um diagnóstico acertado, resolveria grande parte do problema; difícil, por vezes, é consegui-lo..., mas vai tudo correr bem.
Para esses lindos gatinhos, a sorte que merece um dos animais mais antigos aliados dos Homens... tão úteis quanto misteriosos... que já foram adorados como deuses... Ser adoptada por um/a gato/a, há lá maior felicidade!...

Alda M. Maia disse...

Espero que o problema da Mafalda se resolva entro breve tempo e que deixe, definitivamente, de ser problema.
Um beijinho para ela.

Quanto aos gatinhos, são fotografias que enternecem!

Um abraço a toda a Família
Alda

as-nunes disse...

Muito obrigado pelas visitas, elvira carvalho, relogio.de.corda, Luis Coelho, MLisboa e Alda M.Maia

Desnecessário se tornará repetir do enorme prazer que é sabermos que temos companhia, mesmo que distantes fisicamente uns dos outros. É esta a magia dos blogues, mais do que do "Facebook" (cala-te António, que a moda agora é a do Facebook, não tens nada que andares para aqui a provocares quem vai. A verdade é que não estou a encaixar com a confusão daquela multidão que anda por aquela rede "social"!).

Afinal, o FMI (o gatito branco que mostrei no dia seguinte ao do nascimento) apareceu, mais tarde, trazido pela "Riscas". São 3, portanto, os sobreviventes. Estão em tratamento...

A Mafalda também parece estar a melhorar. Diz-se para aí que anda no ar um surto de alergias e viroses!...
Muito obrigado pelos vossos cuidados.

Um abraço de muita amizade
António e Zaida

elvira carvalho disse...

Que bom que a Mafalda está a melhorar. E pois claro que o FMI ia aparecer. Olha quem? Esse tem mesmo 7 vidas... estou a brincar claro.
Um abraço

as-nunes disse...

Pois, Elvira, só que está quase cego, o gato FMI, claro, que o outro (mais leão que gato) tem mesmo 7 vidas.

Um abraço

Alda M. Maia disse...

Fico muito satisfeita por saber que a Mafalda está a melhorar.

Tanti cari auguri
Alda

rosa-branca disse...

Olá amigo, é espantosa a luta pela sobrevivência. Eles são lindos. Quanto à Mafalda espero que já esteja tudo bem e que não passasse de virose. Beijos com carinho para todos.

Catarina disse...

As melhoras da Mafalda.


Instinto de sobrevivência dos gatinhos!

Luís Coelho disse...

Parece que O Moinho de Papel procura gatos pequeninos para se ambiantarem e comerem os ratos.

as-nunes disse...

Bom dia, queridos amigos/as

Largo da Sé, Leiria. Sol a jorros. Trabalho. Prazos. Stress...

Agradeço os vossos comentários, muito.
Luís, talvez seja uma ideia. É que, de facto, começa a ser um problema muito sério o ter que sustentar tantos animais. A vida está muito complicada.
E o bicho homem habituou-se a satisfazer uma quantidade de necessidades, que foi criando ao longo da sua existência, que não está fácil, cortar no orçamento. A verdade é que se tem de cortar mesmo. Que as receitas não aumentam, por obra e graça do Divino Espírito Santo.

Queria, gostava, de ainda hoje colocar aqui um novo post, ma so tempo está-se-me a escoar pelas mãos, como se fosse a farinha pela peneira.

Ando bastante exaltado com a política em Portugal, no Mundo. A verdade é que o homem é - tem de ser - eminentemente social, logo político. Nessa perspectiva tenho-m envolvido em debates acalorados no Clube dos Pensadores, e não estou nada descansado com o rumo que as coisas estão a levar...

De modo que quero ver se consigo preservar este cantinho da Internet, um milionésimo do micro da grandeza mais ínfima, para me agarrar à vida, à natureza e à família.

Daqui a pouco será outro momento...

Sejam felizes!

Graça Pires disse...

Comovente a forma como conta a história da gata...
Um beijo.

deep disse...

Rápidas melhoras para a Mafalda. Tudo se há-de resolver pelo melhor. Acredito.

Os gatos são uma doçura.

Um abraço.

carol disse...

As gatas t~em sempre muito medo que lhes roubem os filhotes por isso andam sempre a transportá-los nos dentes de um lado para outro. Estas histórias são de uma ternura infinita. Os meus "respeitos" para a Riscas.

E BOAS melhoras da Mafaldinha! Não há-de ser nada, mas nós avós, quase mais que pais, ficamos com o coração em ânsias com estas coisas dos miúdos. Acontece cada coisa!

Beijinhos para a Mafaldinha e avós aflitos!

João Afonso disse...

Em minha casa tenho muitos gatos abandonados mas felizmente com generosidade estão todos castrados. Penso que a doença mais grave não são só as maleitas dos animais, mas da mente de quem os abandona.