2011/05/13

Acácio de Paiva: Evocação em Alcanena


A casa (a de azulejos, "pharmácia Paiva") onde nasceu Acácio de Paiva, ainda na posse da família Paiva. Largo da Sé,Leiria, nestes dias...


     ....................................NoNo lado direito, acima, (fragmento duma fotografia que me foi gentilmente cedida pelo seu bisneto Luís Maria de Sampaio e Paiva Camilo Alves)
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No último encontro de Poesia e Cultura do Grupo da Biblioteca Municipal de Alcanena, evocou-se o Insigne Poeta Leiriense, Acácio de Paiva.

A organização, a cargo dos serviços da Biblioteca, elaborou e publicou a brochura, cuja capa e contra-capa se podem observar acima e ao lado. Claro que sendo a Zaida sobrinha-neta de Acácio de Paiva e eu próprio um entusiasta pela vida e obra deste ilustre filho de Leiria, acabámos por fazer as honras da sessão. 
O que muito nos envaideceu, naturalmente. 
E quem melhor que a Zaida Paiva Nunes para dizer os poemas mais representativos do estilo humorista e extremamente humanista de Acácio de Paiva? Foi uma sessão muito interessante e que proporcionou que alguns dos presentes ficassem a conhecer melhor a personalidade poética e literária de Acácio de Paiva e a sua extraordinária emoção com que escreveu dos melhores sonetos e outros estilos poéticos a enaltecer Leiria, cidade e arredores, os seus rios Lis e Lena, o seu Castelo, a Sra. da Encarnação, as Olhalvas, as Cortes, quanta ternura ele devotou a Leiria, em vida, e que perdurará para sempre através dos seus versos lançados ao vento, aos milhares, publicados por dezenas e dezenas de jornais, revistas, participações em livros de vários autores, colectâneas, em peças teatrais, etc.
Um Crésus Perdulário, como diria o Dr. Américo Cortez Pinto no seu livro com este título, editado em 1968.

O único livro que publicou tem o título "Fábulas e Historietas", edição de 1929. Algumas destas fábulas e historietas foram publicadas no livro de Leituras (II Tomo) para o Ensino Técnico, conforme se pode ver na sua edição de 1949 (que me veio parar às mãos através dos meus pais, imagine-se...).
Muito mais me apetecia escrever sobre Acácio de Paiva...(*)
Já se está a trabalhar no sentido de lhe prestar mais uma justa homenagem, este ano, em Leiria. 
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Pode-se ler um poema a Leiria, "Cidade Flor", da sua autoria, no blogue "dentro de ti ó Leiria", seguindo este link.
(*) Ler mais aqui


@as-nunes
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4 comentários:

carol disse...

Gostei de ler este texto. E gostei de saber que a D. Zaida (mesmo não a conhecendo) é da família do poeta leiriense. Também não sabia que o edifício dos azulejos - que acho simplesmente LINDO! - era a casa onde ele tinha nascido.

Pode continuar a "ensinar-me" que eu gosto de aprender.

Beijinhos

as-nunes disse...

Olá Carol

E se quiser mais referências que já deixei neste blogue pode seguir este link: http://dispersamente.blogspot.com/search/label/ac%C3%A1cio%20de%20paiva

Um aspecto muito interessante tem a ver com a figuração pretensamente/vulgarmente atribuída como sendo de Sócrates afinal não o é, como facilmente se pode demonstrar.

Beijinhos, obrigado pela visita

Anónimo disse...

Olá Mana !
Hoje, ao desfolhar um livro que me ofereceu sobre o seu Pai (foi em 2004, como o tempo passa...) resolvi procurá-la na net ! E ao ver a foto do seu casamento, senti uma saudade tão grande, tão cá de dentro, que apenas consigo escrever estas poucas palavras. Os anos que passamos juntas foram tão maravilhosos, que até dói, só de os relembrar. Mas estão tão profundamente guardados, que não existe nada que os apague. Muitos, muitos beijinhos.

Catarina disse...

Gostei, tal como a Carol há meses, de ler este texto e de ler o poema. Admito, com certo pouco à vontade, que não conhecia Acácio de Paiva. Como já tenho dito, se alguma vez soube algo sobre ele e me esqueci, é como se nunca tivesse sabido. Obrigada. Abraço.