Ides detendo as águas vagarosas,
Até que üas sobre outras, de invejosas,
Ficam cobrindo o vão destes penedos;
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Verdes lapas, que ao pé de altos rochedos
Sois morada das Ninfas mais fermosas,
Fontes, árvores, ervas, lírios, rosas,
Em quem esconde Amor tantos segredos;
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Se vós, livres de humano sentimento,
Em quem não cabe escolha nem vontade,
Também às leis de Amor guardais respeito.
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Como se há-de livrar meu pensamento
De render alma, vida e liberdade,
Se conhece a razão de estar sujeito?
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Primavera, Vales e Montes..., Floresta Undécima
6 comentários:
Querido,
Pode-se dizer que Portugal é o berço da poesia.
Bjs
Viva!
Bonito soneto em que se canta o Lis e a liberdade.
Ai... quem me dera correr livremente como as tuas águas e dizer a todo o Mundo que a Liberdade chegou.
Perdoe-me a ousadia.
um Abraço
a Liberdade está dentro de nós, sabendo não criar amarras, não prendendo deliberadamente os que estão à nossa volta,tal como nO Principezinho : "não me prendas"...
Vale mais a cumplicidade de um sorriso, a ternura de um olhar ou a espontaneidade de um abraço que todas as amarras e anilhas do mundo, que todos os controles de um marido ciumento, de um pai prepotente; por isso que cá em casa podemos partilhar tudo e abordar qualquer tema uns com os outros.
Um abraço para ti.
Ainda não mudei para o beta pois ouço toda a gente a queixar-se e até tenho medo...
Olá Agostinho
Não me esqueci daquela questão da mimosa que mostraste há dias no teu blogue. A questão dos nomes científicos das plantas é um bocado complicado e só ao alcance de entendidos na matéria. Mas ando entusiasmado com esta matéria e, segundo as minhas "investigações" essa mimosa é uma "Acacia dealbata". Reina por aí alguma confusão porque há, pelo menos dois tipos de mimosas (acácias) que se distinguem umas das outras pelas folhas e pelas flores, apesar de serem ambas amarelas e, à distância, praticamente iguais.
Vou enviar-te uma foto do outro tipo de mimosas (melhor dizendo acacias, que também dão umas flores amarelas na Primavera, já aí se vêm).
Muito obrigado pelas tuas palavras relativamente a Leiria. É, de facto, uma Região muito especial para se viver, mas tal como as outras tem que se aprender a apreciar a terra onde vivemos.
Um abraço.
António
Não poderia deixar em claro, está bom de ver, as palavras amigas e carinhosas, quer da "Santa" quer do "manuel neves", que quero também agradecer e retribuir de igual forma.
A "greentea" vem na sequência dum assunto muito candente que já foi colocado no seu blogue. De qualquer modo, também tenho de agradecer o seu apontamento que muito enriquece este "dispersamente".
Abraços
António
É sempre um prazer reler os nossos clássicos. E rever Leiria também.
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