2013/09/12

Acácio de Paiva: Vim agora mesmo de Leiria

Ontem à noite, umas 10 horas, a Lua em quarto crescente... lembrei-me de Acácio de Paiva.

VIM AGORA MESMO DE LEIRIA

(...)
Fui também à capela da Senhora
Da Encarnação, e vi pertinho os montes
Que o sol ao levantar-se logo doura
Para no sítio a que lá chamam Fontes
Abençoar o rio em sua origem:
E, entretanto, vi milagres às centenas
Em promessa à Virgem.
A demonstrar o fim de muitas penas,
Menos das minhas, porque então, por mais
Que prometesse e me apegasse às santas,
Confiado em seus dons celestiais,
Outra menina (foram tantas, tantas!)
Me desprezou, cruel e desdenhosa,
Insensível às velas e aos painéis,
Porque aos meus versos preferia a prosa
De cem contos de reis…
E mais vi… Mas não devo adiantar-me,
Pois esta referência em baixo estilo
É uma espécie de sinal de alarme
A dizer que se avanço descarrilo.
Desta vez, como devem ter notado,
Deu-me para o lirismo. Bem, se tento,
Porém, ser engraçado,
O efeito que tirei do sentimento,
Das belezas, enfim, que descrevi,
Desfaz-se como fumo pela altura.
Nada!… É melhor parar aqui,
Nada! nada! É melhor parar aqui,
Não se borre o diabo da pintura…

Acácio de Paiva
(Tinha voltado para Lisboa)


@as-nunes

2013/09/07

Acácio de Paiva: lançamento do livro "Falando de Acácio de Paiva"

Para já é a reportagem possível. Graças ao meu amigo Rui Pascoal.

Na mesa, da esquerda para a direita:
Adélio Amaro (Ed. Folheto), Orlando Cardoso (apresentação do livro), Laura Esperança (responsável pela edição enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Leiria), António Nunes (autor) e Arménio Vasconcelos (escreveu o Prefácio e contou-nos um conto que se estava a passar na realidade... cena surreal de momentos inolvidáveis da vida).
(foto de Rui Pascoal)
Arménio Vasconcelos no uso da palavra
foto de Rui Pascoal
Parte da assistência. Vê-se Joaquim Vieira, Alda Sales, Zaida Paiva Nunes...  
(Foto cedida gentilmente por Carlos Fernandes)

Zaida Paiva Nunes a dizer um poema de Acácio de Paiva
foto de Rui Pascoal


O autor a escrever uma dedicatória a Isabel Soares. 
Esta foto, penso que foi tirada pela Odília Cardoso...
(esta foto também é de Rui Pascoal)

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 Isabel Soares a declamar
foto de Rui Pascoal
 José Vaz a declamar
foto de Rui Pascoal

Paulo Costa, à direita, e o seus amigos num momento musical muito apreciado...

(Fotos de Rui Pascoal e retiradas do Facebook de Isabel Soares)
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Ler poema dito em jeito de saudação à neta de Acácio de Paiva, Constança, presente na sessão de lançamento do livro:
http://dentrodetioleiria.blogspot.pt/2013/09/falando-de-acacio-de-paiva-lancamento.html
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Palavras proferidas pelo autor, no decorrer da sessão de apresentação do livro 
https://docs.google.com/file/d/0BxQSPO7qWKkbclNDRHZZR0l1alk/edit?usp=sharing

2013/09/03

Um momento a olhar o mar!



o mar à minha frente
às vezes revolto
a bater nas pedras 
vaga após vaga

eu a olhá-lo
com saudade
com ternura
zangado...também

Pedrógão, 1º de Setembro, 2013

@as-nunes 

2013/08/30

interlúdio musical ...



Cavalo à solta
Mafalda Arnaulth
-
Aproveitando este cavalo à solta vou, temporariamente (espero...), voltar aos primeiros lustros do século XX...
Daqui a oito dias talvez esteja de volta...
-

2013/08/25

Elogios a S. Pedro de Moel por Acácio de Paiva

Farol e Penedo da Saudade em S. Pedro de Moel.

Sábado próximo passado 
(ou simplesmente, ontem), 
desde o terraço do hotel SoleMar, 
em S. Pedro de Moel
a partilhar 
as emoções 
de um casamento muito particular...
-
Acácio de Paiva não se cansou de cantar, nos seus poemas, esta bela zona do litoral leiriense...
Lá ia todos os anos visitar o seu grande amigo Afonso Lopes Vieira;

(...)
E mais vereis ainda;
Por sobre o mar, numa vivenda linda,
      Mora o Lopes Vieira,
o poeta mais poeta do país,
(...)

Quem passar por Leiria,

A amada de Dinis e de Isabel,
Não deixe de fazer a romaria
À praia de S. Pedro de Moel
       E ali, de visitar
(Por isso romaria a denomino)
Lopes Vieira, o poeta peregrino
       Do pinhal e do mar.
(...)
Um poeta? Que digo?! Toda a gente,
Todos os noivos, todo o Portugal
Pois tudo em Portugal palpita e sente
Como os pobres poetas afinal.
(...)
Ora em fúria e rugidos de ameaça,
Esmagando quem nele confiar,
Pela inveja, de raça contra raça,
Que sempre dividiu a terra e o mar,
E então S. Pedro de Moel abraça
O mar e a terra, ajunta, concilia
Põe lágrimas das ondas na caruma
Do pinhal de Leiria
E este as ondas, benéfico, perfuma,
De modo que das Águas de Madeiros
Até junto do Penedo da Saudade
Antes, como excelentes companheiros,
Assinaram contrato de amizade.
(...)

Acácio de Paiva
1863-1944
- pp 83-86, Acácio de Paiva, Insigne Poeta Leiriense, CML 1988

@as-nunes 

2013/08/23

Falando de ACÁCIO de PAIVA: uma pedrada na memória silenciosa?


Acácio de Paiva, nasceu em Leiria, no dia 14 de Abril de 1863. Foi um brilhante poeta (Altíssimo Lírico e o maior Humorista da Poesia Portuguesa), jornalista (chegou a ser Diretor de «O Século Ilustrado» e de «O Século Cómico» no decorrer das duas primeiras décadas do séc. XX) e, como Dramaturgo, escreveu várias peças para o Teatro de Revista dessa época áurea das letras e das artes portuguesas.

O livro, cuja capa se mostra acima, vai ser apresentado no dia 6 de Setembro pelas 21:00h, na sala "Celeiro" da Fundação da Caixa Agrícola de Leiria, pelo Dr. Orlando Cardoso, brilhante escritor, Diretor que foi do Jornal de Leiria, jornalista conceituado, emérito investigador da história Leiriense (particularmente a ligada às letras), poeta inspirado e de méritos reconhecidos, professor, etc. 
Entretanto, o meu ilustre e muito estimado amigo, Dr. Arménio de Vasconcelos (*), autor do Prefácio, fará também uma dissertação sobre Acácio de Paiva e o historial da aventura (da qual ele próprio é uma das personagens de relevo) do autor, ao se ter abalançado a esta temeridade, que é «falar de Acácio de Paiva», das suas múltiplas facetas literárias e das muitas personalidades do mundo das artes, das letras e da política que foram seus companheiros de tertúlia...
O Dr. Paulo Costa, psicólogo do hospital de Leiria, brilhante poeta, amigo e companheiro de Tertúlia dos Serões Literários das Cortes, também se prontificou a colaborar com um arranjo musical sob temas poéticos ao estilo de Acácio de Paiva.



Numa das badanas deste livro o autor considerou ser muito relevante e útil transcrever a apologia de Acácio de Paiva que outro conceituado representante das letras e da cultura nacionais, a quem Leiria muito deve, lhe escreveu, nos idos anos de 1968. Trata-se do Dr. Américo Cortez Pinto.

É, também, da maior justiça, relevar que esta publicação só foi possível, graças ao apoio editorial da Junta de Freguesia de Leiria, cujo estímulo foi determinante para o autor se impor a si próprio como que um dever e uma obrigação moral de coligir toda a informação esparsa sobre a vida e obra de Acácio de Paiva, de modo a que este trabalho pudesse ser tornado público ainda no decorrer deste ano de 2013, precisamente o ano em que se comemoram os 150 anos do seu nascimento. Pode dizer-se, muito sinceramente, que os inevitáveis caprichos do Tempo e «de espaço», também poderão ter aqui o seu quinhão de responsabilidade por algumas lacunas que possam vir a ser encontradas. De qualquer modo, o autor, assume-se, desde já, em qualquer circunstância, o principal responsável pela escolha  do método de abordagem da estrutura do presente livro e do seu conteúdo, por muito incompleto que ele se possa apresentar. 

Pelos aludidos caprichos do Tempo, este é um ano de eleições autárquicas em que, administrativamente, a Freguesia de Leiria vai passar a integrar (em pé de igualdade com Pousos, Barreira e Cortes, assim terá de ser) uma «União de freguesias». Mas esse facto jamais poderá ser evocado para justificar qualquer alegada hierarquização de valores nem sequer de preferência pessoal.
-
(*) Pode ler-se do seu vastíssimo currículo consultando este endereço: http://armenio-vasconcelos.blogspot.pt/

@as-nunes 

Onde está a capela das Chãs?!

 Em 23 de Maio de 2013 tirei estas fotografias...  para memória futura. 
Imediatamente a seguir ao alcatrão, à frente desta capela/salão paroquial, existia uma igreja centenária que foi demolida, pura e simplesmente, não importando a preservação do património religioso e cultural. 
Além do mais, aprecie-se o ambiente místico e sereno que rodeava a antiga Igreja das Chãs - Regueira de Pontes - Leiria. (ver os registos aqui publicados a este propósito).


2013/08/21

The cat and the Moon



Esta Lua é portuguesa mas o gato do poema viveu no princípio do século passado e, muito provavelmente, era Irlandês.

THE CAT AND THE MOON                            O Gato e a Lua


HE cat went here and there
And the moon spun round like a top,
And the nearest kin of the moon,
The creeping cat, looked up.

Black Minnaloushe stared at the moon,
For, wander and wail as he would,
The pure cold light in the sky
Troubled his animal blood.
Minnaloushe runs in the grass
Lifting his delicate feet.
Do you dance, Minnaloushe, do you dance?
When two close kindred meet,
What better than call a dance?
Maybe the moon may learn,
Tired of that courtly fashion,
A new dance turn.
Minnaloushe creeps through the grass
From moonlit place to place,
The sacred moon overhead
Has taken a new phase.
Does Minnaloushe know that his pupils
Will pass from change to change,
And that from round to crescent,
From crescent to round they range?
Minnaloushe creeps through the grass
Alone, important and wise,
And lifts to the changing moon
His changing eyes.


W. B. Yeats (1865-1939)

O gato passeava aqui, ali,
E a lua girava qual pião,
E, parente próximo da lua,
Furtivamente, o gato olhava o céu.

O negro Minnaloushe olhava, fixo, a lua
Pois, embora miasse vagueando,
O seu sangue animal e agitado
Pela luz pura e fria lá no céu.
Minnaloushe corre pela erva,
Erguendo as patas muito delicadas.
Danças, acaso, Minnaloushe, danças?
Quando parentes próximos se encontram
Há lá coisa melhor do que dançar.
Talvez a lua consiga aprender,
Enfastiada desse tom cortês,
Novo passo de dança.
Minnaloushe desliza pela erva
De um outro lugar enluarado,
E a lua sagrada e elevada
Entrou agora numa nova fase.
Saberá ele que as suas pupilas
Passarão de mudança em mudança,
E que de fases cheias a crescentes,
De crescentes a cheias mudarão?
Minnaloushe desliza pela erva,
Importante, sábio e solitário,
E levanta para a lua mutante
Os olhos em mudança.

W. B. Yeats
(Prémio Nobel da Literatura)

Espalhei meus sonhos aos seus pés. Caminhe devagar, pois você estará pisando neles. (William Butler Yeats)

@as-nunes 

2013/08/19

Quase lua cheia

em dia mundial da fotografia

Ontem  
Centro Oeste de Portugal

Nikon 18-105mm D3200
Distância focal: 105 mm
exposição: 1/60
f/5.6
ISO 3200
captura sem suporte fixo

@as-nunes

2013/08/16

VOTAR em PANTOMINEIROS? NÃO, NÃO, NÃO! ...




Neste dia, estive a observar a tática da aranha a caçar: constrói meitulosamente, a teia, estratégica e dissimuladamente, num local que já sabe vai ser passagem obrigatória do maior número possível de insetos;
uma abelha ficou presa na teia invisível;
implacavelmente, a aranha envolveu a abelha, ainda viva, nos seus fios e amarrou-a completamente, até a boca lhe tapou, bem vi. Foi o preciso momento em que a abelha deixou de zumbir...

Ou seja, o toque final é o tapar a boca da abelha. A partir daí, a aranha tirou uns momentos de "férias" e voltou com toda a gana para sugar todo o invólucro em que a abelha ficou transformada...

E ainda estamos em Agosto!...

---

Guerra Junqueiro escrevia, no séc. XIX

(...)


Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. 

(...)

Votar nestes pantomineiros?
NÃO.

@as-nunes

2013/08/11

Ao povo

(mesmo aqui em frente, um vizinho, profissional de construção civil, teve de emigrar para a América Central. Já lá vai mais de um ano... 
Férias?
Quais férias?!...)

-

Ao Povo

Tem-se a impressão que os portugueses
precisam de emigrar para desenvolverem
todos os recursos da sua nativa e la-
tente capacidade. Porquê? Porque na sua 
terra a casta de políticos, «a mais vil
de todas as castas», como diz Paul 
Adam, predomina; absorve as energias
nacionais, na mísera ambição e na re-
les intriga de partidos; revoluciona; re-
volve até os seus mais profundos alicer-
ces, o equilíbrio social; perturba e enxo-
valha a serenidade da aplicação e do 
trabalho...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... 

RAMALHO ORTIGÃO

2013/08/07

É ASSIM

Um dia destes, no aeroporto de S. Miguel - Açores


É ASSIM

É assim:
a gente despede-se, vai-se
embora amaldiçoando a terra,
carrega amargura que nem o diabo
aguenta; com o tempo vai
esquecendo injustiças, mágoas,
injúrias, morrendo por regressar
ao cheiro da palha seca, ao calor
animal do estábulo,
ao sonho do quintalório
com três alqueires de milho ao sol
e dois pinheiros bravos -
porque não há no mundo
outro lugar onde
enfim dê tanto gosto chafurdar.

Eugénio de Andrade
p. 613
Poesia
Ed. e livreiros - Modo de ler, 2010?

@as-nunes

2013/08/01

Vénus: «estrela da manhã» mas também «estrela da tarde»

Pôr-do-sol observado desde as traseiras da Igreja de S. Tiago dos Marrazes - Leiria. Tecnicamente já estávamos numa fase pós pôr-do-sol... Mas o momento é extremamente poético, deixem-me falar em pôr-do-sol...
(Clic para ampliar e melhor ver o planeta Vénus.)


Vénus ao pôr-do-sol; o planeta é mais brilhante que qualquer estrela vista no céu. Naquele momento só se via esta "estrela".

Vénus "ultrapassa" a Terra a cada 584 dias enquanto orbita o Sol. Nessas ocasiões, ele muda de "Estrela Vespertina", visível após o pôr-do-sol, para "Estrela Matutina", visível antes do nascer do Sol. 

@as-nunes

Ilha de S. Miguel: olhos pretos



Que os "Olhos Pretos" se cantam por tradição em todas as Ilhas dos Açores é um facto.
Mas este grupo de S. Miguel tem esta interpretação fabulosa.
«««»»»

Ilha de S. Miguel:  Hortênsias lindas, duma beleza sem par!...

2013/07/31

Museu Maria da Fontinha - Castro Daire

CAMINHOS ENTRELAÇADOS: Museu Maria da Fontinha - Castro Daire: Como já havia sido prometido na entrada precedente, apresenta-se, muito sumariamente, o Museu Maria da Fontinha , localizado mais precisamen...

Para que este registo fique na memória deste blogue.

2013/07/28

Ilhas de Bruma: S. Miguel uma delas


Chama-se Seiji. É Japonês.

Fez parte do grupo de viajantes que, sob a extraordinária orientação da guia Vera, visitou a Ilha de S. Miguel, na semana passada...

Foram cinco dias de convívio com um das Ilhas de Bruma... uma ilha encantada...

Que nos encantou e nos levou a momentos inolvidáveis de pura e mágica contemplação!...

@as-nunes

2013/07/25

Antero de Quental - S. Miguel


Em 1891 Antero de Quental regressa a Ponta Delgada, onde nasceu, a 18 de Abril de 1842, onde, após vários desentendimentos familiares (atritos da família com as pupilas), vem a suicidar-se com dois tiros de revólver no palato, ao fim da tarde de 11 de Setembro de 1891.

O local onde se suicidou foi precisamente sentado num banco de jardim neste mesmo sítio. Por cima, na parede, está inscrita a palavra "Esperança" com uma âncora...

O PALÁCIO DA VENTURA

Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura.

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d´ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d´ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!

Na véspera de nos virmos embora, da viagem a S. Miguel, tivemos o privilégio de ouvir o maestro e poeta Carlos Frazão, a tocar (magistralmente) ao piano, um arranjo musical sobre este tema, de sua autoria, também cantado (não me recordo do nome do cantor... perdão, amigo!).

@as-nunes

2013/07/15

Castelo de Leiria e os freixos


Castelo de Leiria emoldurado por um freixo.

O freixo, é, talvez, a árvore mais tipicamente autótone desta zona de Leiria, do seu castelo (é verdade, dentro do próprio castelo e nos terrenos do morro circundante) e das margens do Lis. Sem esquecer o choupo, o amieiro, o salgueiro...
O plátano também existe em abundância, particularmente, dentro da própria cidade...


2013/07/14

Zaida, hoje e sempre

A Zaida em Março de 2013 - tertúlia no Soutocico

Amor para sempre

Uma ideia tenho minha
Encantos de juventude
Uma amora madurinha
É esta a nossa virtude

Um amor de longa vida
Zaida é o teu nome
Uma vida assim sentida
Primavera que não some

Versos estes no momento
Falam d’amor para sempre
Com o eterno pensamento
Em ti tão bem presente

Poema com rima vertida
Pudera eu te escrever
Do amor da minha vida
Com a força do meu ser

 António,

Leiria, 21 de Março de 2010

Hoje escrevia o mesmo...
(encontrei este poema numa pen. Antigamente dizia-se, encontrei estas linhas escritas nuns papéis atirados para dentro duma gaveta... sem fundo.)

@as-nunes

2013/07/11

Sobre a história da freguesia da Barreira - Leiria, pode ler-se:
...
António Almeida Santos Nunes
Caminhos Entrelaçados na Freguesia da Barreira - Leiria, Ed. Junta de Freguesia da Barreira, 2005
e outros autores:
- Júlia Moniz e António Rodrigues da Cruz, Tardes de Domingo, Jorlis, 2004;
- António Borges da Cunha, Ed. Folheto 2004

-
ver nota 10, p. 169 de
Saul António Gomes
Notícias e
Memórias Paroquiais
Setecentistas
Livro 8 da Coleção "Província da Estremadura"
Ed. Palimage, 2009
-
Biblioteca AZ-António & Zaida
Reg. nº 1934, 16Jul2013

lINK PARA VER OS REGISTOS EM FORMATO EXCELL : LINK
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Também se pode consultar http://barreira.no.sapo.pt para se saber do livro "General Oliveira Simões - Poesia e Prosa", ed. 1997 da Junta.

TABUS , TABUS, TABUS... o homem dos Tabus...


Ato gratuito de mera birra?  
E o Povo, snr presidente, e o Povo? Decida-se snr, decida-se! Ou então vá brincar para outro lado! .............
É isto atitude de Presidente da República num momento como este?!...

-

Mais um TABU na vida política portuguesa!

Já é de mais!

Dá vontade de usar um chorrilho de tabuísmos é o que é!

@as-nunes

2013/07/09

O vento vai mudar?! ...





A versão original foi cantada em 1967 por Eduardo Nascimento num célebre Festival da Eurovisão. Televisão a preto e branco e era um pau! 

Será que o vento mudou de então para cá?!
E se mudou, quantas voltas de 360 graus já não obrigou os cata-ventos a dar?...

@as-nunes

2013/07/07

De volta a "O Crime do Padre Amaro"

Quem sobe para o castelo de Leiria, desde o Largo da Sé, pela Rua Cónego Sebastião da Costa Brites...

Ocorreu-me deixar aqui uma passagem do grande romance de "Eça de Queiroz", «O Crime do Padre Amaro».


Por inspiração cá dumas coisas em que ando metido (não são saias) estou a reler com um entusiasmo que já não esperava, este romance do Eça, por alguns considerado o romance mais realista do século XIX. É que é mesmo. As ligações a personagens reais e que me são chegadas (por parentesco) são tantas que é um regalo esta releitura.

Demais, este romance é, realmente, uma obra-prima da literatura mundial!...

Então:

(...)
"Durante toda esta manhã de domingo, o padre Amaro, à volta da Sé, estivera ocupado em compor laboriosamente uma carta a Amélia. Impaciente, como ele dizia, «com aquelas relações que não andavam nem desandavam, que era olhar e apertos de mão e dali não passava» - tinha-lhe dado uma noite, à mesa do quino, um bilhetinho onde escrevera com boa letra, a tinta azul: - Desejo encontrá-la só, porque tenho muito que lhe falar. Onde pode ser sem inconveniente? Deus proteja o nosso afecto. Ela não respondera:
(...)

Pode continuar a ler... aqui ia eu na página 198 da edição de 1964 da Lello & Irmãos- Editores, Porto...
O livro que estou a reler, ele próprio, tem uma história impensável para os dias de hoje! ...
@as-nunes