2009/03/31

Um par de Freixos em Leiria

Há que tempos que andava para fotografar este par enamorado de freixos em plena várzea ao longo do rio Lis! Este, bucólico, a deixar a cidade ao encontro do seu próprio par, o Lena, que, mais ao lado, depois de passar pela Mourã - Barreira, também segue o seu caminho, convergente. Conforme o já combinado previamente, lá seguem nos seus próprios leitos, até se enlaçarem mais abaixo, na Barosa, abraçando-se de mansinho, casando-se a um Domingo de manhã - como manda a lenda - para seguirem juntos até ao Atlântico.
Estes belos e solitários freixos só se conseguem fotografar deste ângulo, se se parar em pleno IC2, aqui em Leiria, imediatamente à saída da zona do bairro das
Almoinhas. Operação perigosa, sem dúvida, mas compensadora...
Amor a quanto obrigas!...
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Lenda do Lis e do Lena
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2009/03/30

Choupos em Leiria - Rio Lis



Choupo negro ou Populus nigra, na margem direita do Rio Lis em Leiria, junto à ponte do Arrabalde. Passeio pedonal muito utilizado pela população. Uma das áreas da cidade preferidas para se fazer marcha, corrida e ciclismo (nalguns troços com as devidas cautelas dada que a via é a mesma). Óptima também para passear com a família.
A mancha verde da cidade de Leiria está instalada fundamentalmente ao longo do Rio Lis, na encosta do Castelo, no Jardim Luís de Camões, na Praça da República (pinheiros mansos), nas instalações ajardinadas do Seminário Diocesano de Leiria (dotado de um autêntico jardim botânico e com bastantes árvores, particularmente choupos e tílias), em terrenos pertencentes à Prisão Escola de Leiria (pinheiro), quintas particulares e antigas (em vias de extinção?) designadamente a Quinta de S. Venâncio com a sua frondosa e antiga alameda de plátanos e ao longo das avenidas principais (Av. Marquês de Pombal, Av. 25 de Abril, Av. Dr. Sá Carneiro(*) - grevillea robusta e ameixoeiras de jardim, Av. Dr. Adelino Amaro da Costa(*) - Grevillea robusta e Jacarandá, Av. 22 de Maio(**) - Grevillea robusta e Jacarandá).
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(*) Respectivamente Primeiro Ministro e Ministro da Defesa Nacional de Portugal, mortos na explosão e queda dum avião civil (avioneta) ao levantar voo do aeroporto da Portela em 1980 (ainda hoje não se conhecem os contornos deste acidente, aventando-se várias hipóteses, incluindo a de atentado).
(**) Evocativa do dia do Município de Leiria. Esta avenida segue da rotunda do Arrabalde d´Aquem até à rotunda das Almoinhas e é a continuação da Av. Adelino Amaro da Costa, que vem desde a Rodunda das Indústrias, ao início da Av. Sá Carneiro.
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2009/03/27

As Cortes ao crepúsculo matinal


Linha do horizonte
bancos de nevoeiro
Manhã soalheira
Janela pr´oriente
Sra. do Monte

O céu e a terra
limite sentido
Cortes a meio
nascente do Lis
na falda da serra
...
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2009/03/25

2009/03/24

ANTOLOGIA de poetas lusófonos - II

Mais um elo para a Lusofonia

Escrever é algo mais do que espalhar letras, entornar palavras ou construir frases. Escrever é transmitir ideias, é concretizar desejos, é realizar sonhos, é prolongar a firme voz de comunicar. Escrever é cunhar identidade pela diversidade cultural que une países, regiões, cidades e aldeias.

A Lusofonia não é apenas um conjunto de países onde se fala a Língua Portuguesa. A Lusofonia está espalhada por todos os países do Mundo. Em todos eles existe alguém que fala ou escreve esta tão amada Língua.

Neste Planeta, em que parte da sociedade o considera global, não existem fronteiras para a Lusofonia nem para a Poesia, como defendia António Gedeão: “Minha aldeia é todo o mundo”.

...

A II Antologia de Poetas Lusófonos apresenta, nestas quase 500 páginas, 134 poetas de 11 países: Angola, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América, França, Índia, Inglaterra, Moçambique, Portugal, Suíça e Timor.

As poesias que tatuam as páginas deste livro não são todas de índole académica(*). Queremos, também, dar voz à poesia mais popular. Mas, uma coisa é certa: neste livro todas as poesias têm mensagem. Todas elas transmitem sentimentos. Todas elas cantam a mesma Língua. E mais, todas elas nasceram tão distantes umas das outras e conseguiram um elo de verdadeira união através da II Antologia de Poetas Lusófonos.

...

Um especial agradecimento para as Associações, Academias e Instituições que ajudaram a divulgar o regulamento da II Antologia e, um grande abraço a todos os Poetas.

Como escreveu o poeta açoriano, Armando Côrtes-Rodrigues, “O mar da minha vida não tem longes”.

Até à III Antologia de Poetas Lusófonos.

Adélio Amaro

Coordenador Editorial

«« CONVITE »»

A Folheto Edições & Design, o Director do Mosteiro da Batalha e o Município
da Batalha têm a honra de convidar V. Exa. e Família para o lançamento do livro
II Antologia de Poetas Lusófonos
a realizar no próximo dia 5 de Abril de 2009, no Mosteiro Santa Maria da Vitória,
na Vila da Batalha, Portugal.
A cerimónia terá início às 15h30, nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro, com a actuação da Orquestra Filarmonia das Beiras, seguindo-se, pelas 16h30, a apresentação
da II Antologia de Poetas Lusófonos, no Auditório do Mosteiro da Batalha.
Haverá um momento de poesia com a participação de vários poetas.
ENTRADA LIVRE

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(*) Como a deste popular, que vos escreve num simples, despretencioso, mas entusiasta blogue, como eu quero que seja este "DISPERSAMENTE". E repararão que nem sequer para poeta popular eu tenho veia. Mas sinto-me poeta, melhor, sinto a Poesia, simplesmente...

2009/03/22

NOVA ORDEM MUNDIAL


Está na ordem do dia. A crise geral que a sociedade dos homens atravessa, motivou-me a compra deste livro. O próprio autor também contribuiu e muito para essa decisão. Claro, depois de dar uma vista de olhos pelas suas páginas. O tema é actual e, temos que convir, nem todos nós nos preocupamos o suficiente para podermos perceber o que se passa à nossa volta e a melhor forma de cada um fazer a sua parte no sentido de se resolver esta grave crise global que vivemos.

A propósito. Sabe que António Almeida Santos nasceu em 1925? E que já foi Presidente da Assembleia da República durante 6 anos?

Neste livro, o autor declara-se optimista ao prever e desejar uma Nova Ordem Planetária de que o Mundo carece urgentemente.

E justifica essa necessidade enumerando uma série de perigosas tendências da sociedade actual:

1) Contínua explosão demográfica, a reforçar irresponsavelmente o número de desempregados e de pobres;

2) A insustentabilidade das agressões à Natureza, aos seus equilíbrios, e aos seus limites, pondo em risco a própria garantia da continuidade da vida sobre a Terra;

3) A explosão e globalização do número de pobres, tendo em contraponto a concentração do número de ricos;

4) A até agora incontrolada multiplicação do número de desempregados, alimentada pelo não controlado aumento da procura e pela cada vez mais incontrolável redução da oferta de postos de trabalho;

5) A globalização e crescente sofisticação da violência e dos tráficos ilícitos que a financiam e dela se servem, perante a ineficácia das velhas ordem militar, policial e judiciária;

6) A apavorante nihilização ética que alastra como uma praga sem vacina;

7) O incomportável encarecimento das fontes energéticas tradicionais;

8) A imperativa necessidade de um novo modelo económico que dê mais atenção a uma nova partilha da riqueza, mais equitativa e mais justa, ou seja à necessidade de uma nova síntese entre a liberdade e a igualdade.

RESUMINDO: "Há que mudar de sociedade e não só a sociedade". Essa tem de ser a opção inadiável e urgente. Esse tem de ser o nosso caminho…


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Bom dia, Primavera!...



Bom dia, Primavera!...
Estou contigo.
Vou largar já de seguida o computador.
Vou lá para fora pôr o jardim em ordem a receber-te condignamente!...
Pois...não fora a Zaida a orientar!...
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2009/03/21

Dias de vida com Poesia



Dia da Poesia
Dia da árvore
Rádio Batalha
104.8 mhz
14-16 horas
Ao microfone
Soares Duarte
e outros poetas

Escutem
Participem
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2009/03/17

Tilia tomentosa ou prateada em Leiria

Estamos a entrar no jardim Luís de Camões, Leiria.
Eterno principiante, reparei agora, na placa identificativa de árvores de jardim, em Leiria, recentemente colocada, que o nome científico destas tílias é "Tilia tomentosa" e não "tormentosa" como já aqui deixei escrito algumas vezes.
Sempre vale a pena colocar bem à vista de todos os passantes estas placas.

A ver se somos cada vez mais os que se vão interessando pela boa conservação das árvores e dos jardins da cidade.
De todos os lugares, particularmente os públicos.
Por um ambiente saudável.
Para que todos nós passemos a apreciar as plantas, árvores, flores e arbustos, nas várias fases dos seus contínuos ciclos de vida.
- Ver mais sobre árvores de Leiria
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2009/03/15

85º Aniversário - pai Daniel





Está-se mesmo a ver quem era o aniversariante. O meu pai, 85 Primaveras. E se o dia estava bonito! Já estava toda a família a acomodar-se, onde está o António, eu a tirar umas fotos ao ECOmuseu de Vila Chã de Sá, tinha-o descoberto naquele momento... Claro, quando cheguei à mesa, tive que me sujeitar a um dos lugares vagos.
Mas se não houvesse tipos como eu, sempre à coca de novidades, como é que os registos destas passagens eram feitos? Sem vida? Só porque alguém nos mostra uma foto ou nos dá uma dica?
Mesmo assim não ia ficar mal acompanhado. Por sinal até fiquei mesmo ao lado do meu irmão Vitor (Prof. em Tondela), ainda que a Zaida tenha acabado por ficar num lugar distante.
O convívio foi excelente, daqueles que só se conseguem com pretextos como o dum aniversário dos mais idosos da família. Três irmãs, o irmão, os respectivos cônjuges, filhos, netos, sobrinhos, cunhados, uma festa. Como os laços de família são fortes!...
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Também tenho que deixar aqui os meus parabéns às gentes da freguesia de Vila Chã de Sá. Têm ali uma obra de grande gabarito. As alfaias agrícolas e outras da nossa zona de Viseu, ali estão, bem à vista: O engenho ou a picota ou a cegonha, os carros de bois, as pipas de vinho, as grades (quantos hectares de terra elas não terão arado?), os jarros de bronze e de zinco. Mas a lareira!...aquele tipo de lareira!... Quantas recordações, já muito antigas é certo, eu pequenito, a minha avó Neves, as minhas tias, a Nevitas, o calor reconfortante ali mesmo aos nossos pés, a comida a fumegar, o fumo a passar pela telha vã, as vimes das podas, bem secas, as pinhas...o cheiro a cavacas de pinheiro... A nossa casa, no fundo do Povo, do Casal de Ribafeita, assim se chama, uma das fontes comunitárias ali mesmo à mão! E os bailaricos, ao som da gaita de beiços e dum tocador de viola? E as sessões de violino do meu tio Alberto, ali mesmo ao pé da venda de tudo e mais alguma coisa? E as cantigas por altura da Páscoa? A voz da minha mãe a sobressair-se, pelo timbre forte, vibrante, notas certinhas e compassadas?
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Não me podia também esquecer do Agostinho, de Parada de Gonta. Aqui fica a camisola do clube da tua terra. O dono do restaurante lá me informou que "Pinheirão" tem a ver com pinheiro e carvão. Ou seja, tudo o que se come é feito no lume do pinho e do carvão.
Um serviço de qualidade.
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Mais um brinde ao meu pai Daniel. Ergo-lhe a taça, meu pai!
Obrigado por toda uma vida que tem vindo a dedicar aos seus 5 filhos...e netos...e bisnetos.
- NB: os links a azul, no texto, são PIRATAS.

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2009/03/13

Leiria - Identificação das árvores de jardim



Há uns tempos atrás, tive oportunidade de escrever neste blogue, o quão interessante seria identificar as árvores da cidade de Leiria, através da colocação de placas apropriadas, especialmente no caso de alguns espécimes mais raros.
Imaginem a minha surpresa quando há dias, ao fazer a minha "ronda" pelas zonas ajardinadas da cidade deparei precisamente com uma série dessas placas, do estilo da que se mostra na fotografia.
A árvore a que se alude nesta placa é a que na foto do lado esquerdo se apresenta com maior porte e podada com rigor, parece-me. Está localizada na Alameda Dr. José Lopes Vieira (início do Marachão) entre o Rio Lis e o Edifício do Turismo /Jardim Luís de Camões.
O programa Polis está de parabéns com esta iniciativa.

E eu, que me fartei de fazer indagações quando, há dois anos atrás, comecei a interessar-me por deixar aqui registados os nomes das árvores de Leiria!...
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2009/03/12

SEXTA 13 Traz VÍRUS a LEIRIA

Sob o lema do azar e da sexta-feira 13, começa amanhã o mais sui generis e irreverente festival que, recentemente, surgiu na região. Falamos da VÍRUS 2009 - 2ª Mostra de Banda Desenhada, Ilustração e Cinema de Animaçãode Leiria, organizada pela ECO - Associação Cultural de Leiria.
in "Jornal de Leiria" - "Viver" de 12 de Março de 2009



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2009/03/10

Necrópole tardo-medieval de S. Martinho - Leiria

28 Fevereiro 16h30
Conversas sobre Arqueologia... em Leiria
Conferência“A cidade em mudança: da Igreja de São Martinho à Praça Rodrigues Lobo”
Doutora Susana Garcia (Antropóloga, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
Temas“A necrópole tardo-medieval de São Martinho. Contributo para a história de Leiria”
Dr.ª Iola Filipe (Arqueóloga, Era-Arqueologia, S.A.
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Esta apresentação cultural, da iniciativa da Câmara Municipal de Leiria, realizou-se no Auditório da Biblioteca Municpal "Afonso Lopes Vieira" e teve uma assistência interessada e participativa. Como nem podia deixar de ser, dado que estavam presentes pessoas de reconhecido nível cultural e académico.
Já tinha ouvido e lido sobre a existência da Igreja de S. Martinho, em Leiria. Segundo se julga, ainda existem vestígios dos claustros dessa igreja em parte de uma das arcadas da actual Praça Rodrigues Lobo. Também não será descabido realçar que nessa Igreja existia um formosíssimo Sacrário Monolítico de mármore amarelo (*).
Estes temas acabaram por vir mais à ribalta do conhecimento público, após se terem descoberto esqueletos humanos e sepulturas numa pequena área daquela Praça, que, em 2000, ficou a descoberto, após a abertura de uma vala para requalificação do saneamento da cidade.
Foram apresentados slides das fotografias então tiradas e de composições fotográficas que nos permitiram observar o quão importante foi aquele reconhecimento e posterior estudo arqueológico e antropológico.

Nesta sessão, para além de se abordar a questão da existência da Igreja de S. Martinho (séc XII/III) na zona próxima da actual Praça Rodrigues Lobo, posteriormente derrubada, por uma questão de troca de terrenos, a fim de a Igreja tomar posse “do edifício das “Casas da Câmara” que estava no sítio onde depois se construiu o Paço Episcopal, já fora do Castelo Velho”(2)(3) também se apresentou o resultado das escavações arqueológicas ali havidas por alturas da abertura de valas para a modernização do saneamento da cidade, ano 2000. Como se previa e constava de documentos escritos, nessa zona, que é hoje a Praça Rodrigues Lobo, havia uma necrópole, conforme imensos vestígios encontrados somente na zona da vala de saneamento. Pode observar-se nas imagens agora apresentadas (resultado do trabalho e investigação dos técnicos da empresa ERA) um esqueleto em muito bom estado de conservação. Os estudos antropológicos entretanto levados a cabo permitiram concluir com grande probabilidade de aproximação, que pertenciam a habitantes de Leiria da Idade Média Alta.
D. Frei Brás de Barros terá sido o Bispo que negociou a demolição da Igreja de S. Martinho.
Outro pormenor referido foi o de que por volta desta área restrita terá existido também uma Capela, a da Graça, que terá originado o nome da Rua da Graça, que liga a actual Praça Rodrigues Lobo ao Largo Marechal Gomes da Costa, onde foi colocada a estátua de Afonso Lopes Vieira precisamente no local onde terá nascido este ilustre poeta Leiriense.

(2) Realçado a azul; Anais do Município de Leiria - vol III – João Cabral, pág. 37
(3) Este edifício será no sítio onde hoje está instalado o Comando da PSP de Leiria. Anteriormente tinha também servido para lá instalar o RAL4.
(*) Mais informação (talvez obtida por transmissão oral de geração em geração) pode ser obtida neste endereço aqui.

(Reeditado por haver probabilidade de se perder na internet no original)

Igreja de São Martinho

Depois de povoar o sítio desta cidade se fez a Igreja de São Martinho no lugar onde está presente a Praça com seus alpendres. A arcaria que do lado ocidental borda a actual Praça Rodrigues Lobo e que esde tempos remotos se chama Balcões. Este nome deve provir de ali se ter feito mercado, estabelecendo os vendedores os seus balcões sobre as arcarias.

Ignora-se o ano da fundação desta igreja contemporânea do povoamento, quando a vila abandonou a cerca muralhada e desceu para as margens do Rio Lis. No século XIV já temos notícias da sua existência.

A importância de seu povoamento fez com que fosse a freguesia que abrangia na sua paróquia uma parte da vila e vasta área rural, definida pelos lugares do Reguengo do Fétal, Cortes, Arrabal e Santa Catarina da Serra com as suas vizinhanças. O lugar do Reguengo do Fétal foi eleito em freguesia no ano de 1512.

A paróquia de São Martinho deve ter terminado pouco antes da demolição da Igreja e assim os outros lugares passaram para a freguesia de São Pedro.

Poucas são as notícias qe nos restam do templo. Consta que tinha uma torre com dois sinos, no Altar-Mor tinha um retábulo com São Martinho, ladeado por São Pedro e São Paulo e em baixo outros apóstolos. No corpo da Igreja, do lado do evengelho, os altares de Nossa Senhora da Piedade, Santa Luzia e Santo António.

Da Igreja de São Martinho saiu para a da Misericórdia, segundo uma tradição local, o formossíssimo Sacrário Monolítico de mármore amarelo que ainda existe. A transferência foi feita a título provisório, enquanto não se concluia a Sé e assim se tornou defenitiva.

O nome de São Martinho perdeu-se na toponímia local. Na planta de Leiria de 1809 a Praça é designada sem nome, mas dava-se o nome de São Martinho à Ponte que estava junto da residência dos Condes de Valadares.

O antigo estabelecimento hospitalar tinha a invocação de Nossa Senhora de Todos os Santos instítuida em 1222. Recolhia peregrinos, tinha três leitos para homens e dois para mulheres. Entre outras obrigações, tinha de contar 10 missas rezadas e uma cantada por cada confrade falecido, dar de comer a pobres e confrades no primeiro domingo depois da oitava do Natal. O agasalho de peregrinos que se fazia nesta albergaria veio a passar para o Hospital de Ferreiros e depois para a Misericórdia.

Num passado recente foi levantada a calçada em volta da Praça Rodrigues Lobo para colocação de manilhas que recebem águas pluviais daquela zona. Nas escavações foram encontradas ossadas e esqueletos. Consta que ali existiu um cemitério. Aquele local deu lugar a trabalhos de recuperação. Além das ossadas, também foram recuperadas moedas e peças de cerâmica. Um grupo de jovens arqueólogos recuperaram todo aquele achado de tempos muito recuados. Está na posse da Câmara, naturalmente em local reservado.
Basílio Artur Pereira
Igrejas de Leiria
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2009/03/06

Cruzeiro em Leiria

Quem desce, vindo do Castelo de Leiria, ali mesmo ao lado da romântica Igreja de S. Pedro ( a segunda a ser edificada em Leiria e serviu de catedral em 1574) e do antigo Paço Episcopal de Leiria, hoje comando da PSP de Leiria, pode apreciar este cruzeiro com história para contar. Um dia destes talvez volte a este assunto.E aquela Tília Tormentosa, à beirinha de começar a mostrar-nos os rebentos das suas folhas verdes. Uma das árvores de maior porte e de mais história de Leiria!

NOTA: ( A foto pode ser apreciada aqui)
O Blogue atingiu o limite máximo de fotos. Dizem os donos da Blogger. A verdade é que aquilo que em tempos me informaram é que as contas de fotos (só fotos, independentemente do blogue) é que seria limitada. Afinal parece que estão agora a juntar tudo no mesmo saco.
Vou pensar se vale a pena pagar 20 dólares para me deixarem colocar mais fotos no blogue. E pelo que estou a perceber será só por 1 ano!...
Isto é que vai uma crise!...
Parece que já resolvi o problema com a Blogger!...

2009/03/04

Brasão de Leiria no nº 13

Complementando a informação do post anterior aqui temos um modelo de brasão de Leiria, já muito próximo do actual.
No post anterior pode observar-se uma colagem de fotos enquadrando o local onde se encontra localizado este brasão em pedra.
É o brasão de Leiria, bastante antigo, mas já com configurações muito próximas do actual brasão do Município de Leiria.
Clicando em cima da foto podem apreciar-se com mais pormenor as figuras que o compõem, cada uma com o seu significado devidamente explicado no post imediatamente anterior a este, já referido.
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Brasão de Leiria - Breve explicação


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(clic para melhor ver os pormenores)
NB.: O Brasão pode-se ver mais em pormenor no post acima
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Breve explicação das Armas do Município
Tal como aparecem na colecção da “Casa Real – CARTÓRIO DA NOBREZA”, datada de 1849, também Inácio Vilhena Barbosa, em “AS CIDADES E VILLAS DA MONARCHIA PORTUGUESA QUE TEEM BRASÃO D’ARMAS”, de 1865, nos mostra as armas de Leiria onde figura um castelo acompanhado de dois pinheiros, tudo sainte de um terrado. Sobre cada pinheiro um corvo e em chefe duas estrelas, dá- nos assim conta do significado destas armas:“Refere a lenda, que achando-se campado o exercito christão sobre uma eminencia visinha, à qual hoje chamam o Cabeço d’el-rei, apparecera em cima de um grande pinheiro, que se erguia entre o arrayal e o castello, um corvo, que não cessava de bater as azas e grasnar. Ordenado o assalto, redobrou por tal modo o corvo os seus movimentos e gritos, que os portuguezes, tomando isto por um feliz agoiro, investiram a fortaleza com tão incrivel valor e confiança, que apezar de bem defendida, assenhorearam-se d’ella em breves momentos. E em memória d’este successo veiu a tomar Leiria por brasão d’armas em escudo de prata coroado um castello sobre campo verde, collocado entre dois pinheiros, cada um com o seu corvo em cima; e na parte superior do escudo duas estrellas de oiro. A descrição deste brasão é como se acha na Torre do Tombo; entretanto há outra versão que dá só um pinheiro com um corvo em cima”.
(in “Heráldica Leiriense”, de Alda Sales Machado Gonçalves, edição da Câmara Municipal de Leiria, página 170)
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2009/03/02

O tempo em Leiria

Após uma semana e tal de tempo Primaveril, Sol a rodos, que se seguiu a vários meses de chuva quase permanente e muito frio.
Anteontem, ao cair da tarde. Foi pegar na máquina, que até nem a tinha à mão e disparar... Não tive tempo para grandes preparativos.
Do meu jardim, nos Lourais, na direcção da Sra. do Monte.
Hoje, de manhã, na Av. Sá Carneiro,em Leiria. Já se pode avalaliar a rapidez com que a Grevíllea robusta cresce. Basta comparar com as fotos deste mesmo local, tiradas em 2006. Nesta época do ano, o contraste entre as ameixoeiras de jardim e as Grevilleas é flagrante e esteticamente belo.Alinhar ao centro


Há pouco, ao chegar ao escritório, debaixo duma forte tromba de água,trovões e relâmpagos, que metiam respeito. Um relâmpago processou-se mesmo aqui a 100 metros, num pinhal.Parecia uma bomba. Pode observar-se na fotografia, tirada na hora, um rasgão numa árvore provocado por este fenómeno da Natureza.
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2009/03/01

Pintura em Leiria - Exposição colectiva

O Presente a insinuar recordações do Passado?
Salanga - mulher africana
Pinhal do Rei - Pinhal de Leiria (Não o privatizem, que o Povo não quer. E com razão.)
Exposição em curso nas antigas instalações do Banco de Portugal em Leiria.
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